Eduardo decidiu que, se não pudesse vencer Gabriel no campo da ética, venceria Eliza no campo da tragédia. Ele sabia que a maior fraqueza de um médico dedicado é a sua integridade profissional.
Eduardo aproveitou o momento em que Eliza foi chamada para uma emergência no pronto-socorro para colocar seu plano em prática. Ele entrou na sala de descanso dos médicos, onde o tablet de prontuários de Eliza estava logado. Com dedos ágeis e uma frieza assustadora, ele acessou o prontuário do Sr. Haroldo, um paciente cardíaco sob os cuidados diretos dela.
Ele alterou a dosagem de um anticoagulante crítico, elevando-a para um nível que, se administrado, causaria uma hemorragia interna fulminante. Para garantir que ela não notasse, ele apagou as notificações de alerta do sistema.
Horas depois, exausta mas feliz, Eliza revisou os prontuários antes da rodada noturna. Confiando no sistema que parecia inalterado, ela assinou a prescrição digital para o Sr. Haroldo.
— Tudo certo com o 302,