A tensão no Saint Jude atingiu o ponto de ebulição. Eliza foi escoltada para fora da ala clínica, mas sua mente de médica não conseguia simplesmente "desligar". Ela sabia que havia algo errado, não apenas com a prescrição, mas com o estado geral do Sr. Haroldo.
Mesmo sem o jaleco, Eliza não conseguiu ir embora. Ela ficou sentada na lanchonete do hospital, com o olhar perdido, até que algo a fez levantar. Pelas câmeras do monitor de visitas no saguão, ela notou uma movimentação estranha no visor do quarto 302. O monitor cardíaco do Sr. Haroldo, visível ao fundo, mostrava uma oscilação que ela reconheceria em qualquer lugar: ele não estava sofrendo uma overdose do remédio, ele estava tendo uma reação anafilática tardia a um componente do conservante da medicação, algo que ninguém havia previsto.
Se ela não agisse em dois minutos, ele entraria em choque obstrutivo.
Ignorando a ordem de afastamento, Eliza correu pelas escadas de emergência para evitar os elevadores onde os segurança