O saguão principal do hospital estava lotado no horário de troca de plantão. Quando as portas automáticas de vidro se abriram, o silêncio se espalhou como um vírus. Gabriel entrou primeiro, mantendo a porta aberta com um cavalheirismo que ele raramente exibia em público. Ele segurou a mão de Eliza, e o gesto foi tão deliberado que as conversas paralelas cessaram instantaneamente.
Ao passarem pela recepção central, a luz fria do hospital bateu no anel de esmeralda no dedo de Eliza. O brilho verde foi como um sinalizador.
Eduardo estava parado junto ao balcão de enfermagem, tomando um café e conversando com o diretor clínico. Ao ver a cena, o sorriso encantador que ele sempre carregava desapareceu, substituído por uma expressão de incredulidade e, logo em seguida, por um ódio frio.
Ele deixou o copo de café sobre o balcão com força excessiva. Para Eduardo, aquilo não era apenas um namoro; era uma derrota pessoal. Ele, que sempre se gabou de ter “o melhor de tudo”, não suportava ver