O clima na cabana estava carregado de um magnetismo irresistível. Enquanto o silêncio vinha do quarto de Eliza e Gabriel, a sala de estar era preenchida pela música suave que saía do celular de Rebeca e pelo som da chuva que começava a cair lá fora.
Rebeca estava sentada no tapete, com as pernas cruzadas, observando as brasas da lareira. Otávio a observava de soslaio, admirando a energia vibrante que ela carregava até nos momentos de repouso.
— Você é sempre assim, Rebeca? — Otávio perguntou, quebrando o silêncio enquanto servia o último pouco de vinho para os dois. — Parece que você tem um motor interno que nunca desliga. Sempre protegendo a Eliza, sempre pronta para uma piada...
Rebeca deu um gole no vinho e olhou para ele, os olhos brilhando com a luz do fogo.
— É um mecanismo de defesa, Otávio. No mundo da moda e do design, se você não for barulhenta, ninguém te nota. Mas, às vezes, é bom ter alguém que não precise que eu faça barulho para saber que estou aqui.
Otávio se