O escritório improvisado no último andar do Montenegro Hotel parecia uma trincheira. Mapas, anotações, cópias de documentos, pendrives rotulados, pastas confidenciais. Júlia percorria o ambiente com uma xícara de café na mão, sem conseguir tomar um gole sequer. Do outro lado, Caio falava ao telefone com o promotor Cláudio Rebouças.
— Sim. Entendi. Amanhã, oito da manhã. Mandado sob sigilo absoluto. — ele disse, e então pausou, ouvindo algo. — Não. Ninguém saberá. Estaremos prontos.
Ele desligou