Maria
Minhas mãos estão frias, e eu as esfrego nervosamente enquanto me sento na sala de estar. Giulia está na poltrona oposta, com o olhar afiado que sempre parece enxergar além do óbvio. Ela cruza as pernas com elegância, o gesto simples carregando uma autoridade que me faz sentir pequena. Preciso dizer algo, mas não sei por onde começar.
— Maria? — A voz dela me tira do devaneio. É firme, mas sem pressa. Ela sabe que estou prestes a desabar.
— Eu não sei o que fazer. — As palavras saem antes