Capítulo 38
Theresa sucumbiu instantaneamente. Um gemido baixo e rouco escapou de sua garganta, um som primitivo que ela mesma não reconheceu, enquanto suas mãos subiam para se agarrar aos ombros dele, aos braços, a qualquer coisa que a ancorasse naquele turbilhão. Sua boca respondeu com igual fervor, não um beijo, mas uma tomada, uma afirmação, seus dedos se enterrando no tecido grosso do casaco, tentando puxá-lo para mais perto, como se quisesse fundir seus ossos.
Ele a beijou vorazmente, sua língua traçando a linha de seus lábios antes de invadir, saboreando o sabor dela, café, vinho, Theresa. Suas mãos desceram de seu rosto, percorrendo a lateral de seu corpo como um cartógrafo redescobrindo um território amado, contornando sua cintura, para então se firmarem em suas coxas, dedos pressionando a carne através do tecido fino de seu vestido.
Com um único movimento fluido, ele a levantou no ar.
— Hector, — ela suspirou, o nome saindo como um fragmento de oração.
Theresa deu um pe