Cerca de uma hora depois, ela ouviu o portão da garagem se abrir. Um alívio tão intenso inundou-a que ela quase chorou. Poucos momentos depois, Hector entrava na cozinha. Ele parecia cansado, os seus ombros um pouco curvados, mas os seus olhos estavam alerta, a scanner o ambiente imediatamente.
— Está tudo bem? — perguntou ele, o seu olhar a detetar a sua angústia instantaneamente.
— O Sr. Almeida ligou. A polícia esteve no hospital. Eles querem falar com você. Formalmente.
O rosto de Hector ficou imóvel, uma máscara de granito. Ele não pareceu surpreendido, apenas… resignado.
— Então é assim que vai ser — murmurou ele. Ele pegou no telemóvel e foi direto para o seu gabinete, fechando a porta atrás de si. Theresa ouviu os murmúrios baixos da sua voz, mas não conseguiu distinguir as palavras.
Quando ele saiu, meia hora depois, o seu plano estava em ação.
— Me encontrocom o Almeida amanhã de manhã. Depois, vou à esquadra voluntariamente. É a melhor abordagem. Parecer coopera