(Visão de Dante)
Havia acordado antes do sol, como sempre. A casa ainda dormia, mergulhada em um silêncio espesso que eu apreciava. Era nesse vazio que minha mente trabalhava melhor. Sentado na poltrona de couro do meu escritório, assisti a fumaça do charuto dançar sob a luz tênue que escapava da lareira. Alina havia mexido comigo mais do que eu queria admitir.
Ela era diferente. Não era apenas bonita. Era inquieta, teimosa, impetuosa. Um incêndio coberto por seda. E aquilo… me fascinava. Me de