A água ainda escorria das pontas do meu cabelo quando saí do banheiro, envolta em uma toalha que mal dava conta de cobrir minha pele ainda quente do banho. O vapor preenchia o quarto como uma névoa morna, deixando tudo embaçado, suavizado. Mas não havia nada suave no que me aguardava do lado de fora.
Dante estava ali. Sentado na beira da cama, como se fosse dono não apenas do espaço, mas também do momento. Entre as mãos grandes e másculas, ele segurava a camisola vermelha de renda. A mesma que