A música da boate ainda reverberava em meus ouvidos quando bati a porta do carro com força e deixei o salto ecoar pelo asfalto. Entrei no apartamento de Salvattore como um furacão. Estava tonta de raiva, enjoada de hormônios e cansada do peso de tudo que não podia dizer. E ainda com aquela imagem maldita grudada na minha retina — a mulher ajoelhada diante do homem que dizia me amar.
Ele chegou logo depois. Trancou a porta devagar, como se o gesto fosse capaz de conter o estouro inevitável. Mas