Ayres
A madrugada ainda segurava a noite pelo pescoço quando deixamos o pátio. O frio entrava pelas frestas da armadura de couro, mastigava os ossos. Devia ser uma caçada simples, cervo na encosta leste, trilha conhecida desde que eu era menino. Eu escolhi ir à frente. Sempre escolhi.
Joran veio um passo atrás, silencioso como sempre, e dois jovens, Kade e Rellan, formavam a retaguarda. A mata pingava orvalho.
O mundo cheirava a resina, terra revolvida e, em alguma dobra da memória, a um perfu