Ayres
Ninguém precisa saber. É o que repito desde que acordei com o corpo mais pesado do que a própria noite. O espelho me devolveu um rosto que eu não reconheço, olhos fundos, a pele marcada por uma exaustão que não confesso nem para o travesseiro. Abro a janela e respiro fundo. O ar entra, não resolve. Nada resolve.
Desço para o pátio de treino como faço todos os dias. Os guerreiros me esperam, atentos. O Beta Joran me analisa sem parecer indiscreto. Ele conhece meus ritmos. Sabe quando meu p