O castelo nas montanhas sombrias parecia respirar trevas naquela noite. A névoa estava tão espessa que engolia as torres, rastejando pelas paredes como serpentes de fumaça fria. Havia neve recente acumulada nos parapeitos, mas o ar não parecia congelado, parecia morto. Um silêncio pesado envolvia tudo, como se as pedras soubessem que algo terrível se aproximava.
Atlas estava diante da enorme janela da sala do trono, observando o horizonte enevoado com impaciência. Seus dedos tamborilavam no bra