Capítulo 105: É culpa minha

— Não!

A palavra rasgou a garganta de Lua dolorosamente e ela ergueu o corpo de uma vez, os olhos arregalados, o peito arfando como se tivesse acabado de emergir de um mergulho fundo demais. O teto branco do hospital da alcateia estava acima de sua cabeça; o cheiro de ervas, álcool e fumaça de incenso lhe invadiu os pulmões. Por um instante, Lua não viu paredes, nem janelas, nem as cortinas claras movendo-se com a brisa, só cinzas, fogo e um lobo cinzento parado sobre um mar de sangue.

— Filha!
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