Ele levou a mão à minha, num gesto calmo, quase solene.
— Aos meus olhos, você é e sempre será minha esposa.
O silêncio que se seguiu não era de dúvida, mas de reconhecimento.
— É o mundo que me assusta — confessei por fim. — Porque o mundo não perdoa o que não reconhece.
William respirou fundo, como quem sabia que o amor, por si só, não bastava fora da ilha.
— Então teremos de enfrentá-lo — respondeu. — Juntos.
Assenti, apoiando a testa em seu ombro, deixando-me ficar ali por um instante