Narrado por Lorenzo
O cheiro de ferro e suor no porão da mansão era o único perfume que me acalmava naquela madrugada. Getúlio estava preso à cadeira, uma massa disforme de carne e arrependimento. Eu não tinha pressa. Cada grito dele era um segundo a menos de dor que eu sentia por não ter chegado antes para proteger a Antonella.
— Sabe, Getúlio... — comecei, limpando o sangue das minhas mãos com um lenço de linho que custava mais do que a vida dele. — Eu ia te matar rápido. Mas aí eu lembrei do