Narrado por Antonella
O mundo era um borrão de dor e cheiro de gasolina. Getúlio me jogou dentro de um galpão de barcos abandonado, um lugar onde o mofo subia pelas paredes descascadas e o som da água batendo nas estacas de madeira parecia contar os segundos da minha vida.
— Por favor, Getúlio... você já conseguiu o que queria, me deixa ir — supliquei, minha voz falhando enquanto eu tentava cobrir meu corpo com os restos do vestido de seda que Lorenzo me dera.
— Eu não consegui nada ainda, bone