Narrado por Antonella
O trajeto do hospital até a mansão foi feito em um silêncio sepulcral. Lorenzo segurava minha mão com uma firmeza que dizia "eu nunca mais vou te soltar", mas meus olhos estavam fixos na janela, vendo o mundo passar como um filme em preto e branco. Eu me sentia oca. Ao atravessar os portões de ferro, um calafrio percorreu minha espinha. Aquele lugar, que antes era meu conto de fadas, agora tinha o rastro do meu pior pesadelo.
Zezé estava na porta, com os olhos vermelhos de