Luna sentou-se no sofá da biblioteca, as mãos unidas sobre o colo, os dedos inquietos. Leonel permaneceu de pé diante dela, andando de um lado para o outro como um predador encurralado por sua própria consciência.
— Guilherme é meu meio-irmão — ele começou, a voz firme, mas carregada de dor. — Filho da amante do meu pai. Crescemos juntos… ou pelo menos, fingimos crescer. Ele sempre foi invejoso. Sempre quis o que era meu.
— Por isso você nunca falou dele? — Luna perguntou, os olhos fixos no hom