Luna acordou sobressaltada. A claridade que entrava pela janela da pousada invadia o quarto com agressividade, como se o mundo quisesse obrigá-la a levantar e continuar. A noite anterior havia sido intensa, e mesmo com os braços de Leonel envolvendo seu corpo durante o sono, ela não conseguira encontrar paz. As cartas, a foto, as revelações — tudo ainda estava latejando na mente como uma ferida aberta.
Sentou-se na cama, puxando o lençol para cobrir o corpo. Leonel ainda dormia, virado de lado,