Não sei quanto tempo fiquei desacordada, mas a julgar pela expressão curiosa da mulher que me espera na sala de estar, não foram só cinco minutos.
Ela é loira e jovem — minha idade ou pouco mais. É pequena, magra e tão delicada que parece uma boneca de porcelana, das que vendiam na feira da minha cidade. Até o vestido rosa e o sapatinho fechado e sem salto parecem de boneca.
Mas no instante em que nossos olhos se encontram, de longe, sinto as veias das minhas têmporas pulsarem mais alto. A pra