Rafaella olhava pela janela em silêncio. As luzes da cidade passavam borradas, como se o mundo lá fora fosse tão confuso quanto o que ela sentia por dentro.
Passou os dedos pela boca, ainda sentindo o gosto de um beijo que não devia ter acontecido.
— “O que eu fiz…” — murmurou para si mesma.
Aquela não era ela. Não a mulher que jurou lealdade ao homem que amava, não a delegada firme que lutava por justiça, nem a mãe protetora que faria de tudo para manter Matheus longe de qualquer caos emociona