Bruno abaixou os olhos para a xícara à sua frente. Mexeu o café distraidamente, como se pudesse encontrar, no redemoinho do líquido escuro, uma resposta para tudo que havia feito. A voz dele saiu baixa, embargada por um arrependimento tardio:
— “Não pude ver meu filho pequeno... nem dando os primeiros passos...”
Rafaella permaneceu sentada, firme, o olhar fixo nele. Sua voz, quando veio, foi cortante. Sem tremores. Sem lágrimas. Apenas uma frieza que vinha da alma de quem já sofreu demais.
— “V