A sala ainda cheirava a pólvora. O Conselho estava dividido. Alguns, alfas antigos, se calavam por vergonha — ou conveniência. Outros, mais jovens, tremiam de indignação. As palavras de Narelle, os gritos, o silêncio e a imobilidade covarde de Rhaek haviam exposto o que muitos sabiam, mas nunca ousaram dizer: a ordem lunar estava apodrecida. E o sangue ômega — de lobas como Narelle, Luna, e outras sem nomes — sustentava o trono de todos. A revolução não começaria com fogo. Começaria com ela.