Mundo de ficçãoIniciar sessãoTARYN
Dou alguns passos antes que o peso do que acabou de acontecer finalmente me alcance.
Minha mão lateja. A pele arde, dolorida.Mas não é isso que me faz parar.
Encosto a mão boa na parede fria do corredor, respirando fundo. A casa está silenciosa agora, como se tivesse engolido tudo o que ocorreu no salão. Aqui, longe dos olhares, a dor encontra espaço para existir.
Olho para minha mão novamente. A vermelhidão já começa a escurecer, e sei que amanhã haverá marcas. E quando perguntarem, a resposta será simples.
Um acidente.
Fecho os dedos devagar, suportando a queimação.
Penso em Kalinda.
No sorriso de lábios fechados, contido, quase satisfeito. Minha irmã não precisa levantar a voz nem sujar as mãos. Ela tem suas servas.
As empregadas a veneram. A defendem







