TARYN
Demoro mais do que o necessário para me arrumar, não por vaidade, mas porque não recebi ajuda.
Preparo o banho sozinha, algo que não me incomoda, embora torne a tarefa mais lenta. Vestir-me é a parte mais difícil. Tecidos, fechos, laços. Tudo exige paciência quando se está só.
Opto pelo vestido rosa-claro, considerando sua aparência menos rígida. O tecido é leve e cai com naturalidade sobre o meu corpo, sem camadas extras que o tornem pesado ou estruturado demais. A saia acompanha meus movimentos com suavidade. As mangas vão até o cotovelo, discretas. O decote é modesto, mas não apaga minhas curvas. Apenas sugere. Marca a cintura e acentua os quadris, sem esforço.
É um vestido simples.
Quando termino, observo meu reflexo por um instante antes de sair do quarto.
Prendo o cabelo de forma simples com uma trança, deixando alguns fios soltos ao redor do rosto. O espelho me devolve uma imagem que me intriga. Não pareço uma prisioneira, mas também não pareço uma noiva feliz.
Desço soz