POV RAUL
O jardim ainda cheirava a flores quando o silêncio voltou.
Da janela do meu quarto, eu via os empregados desmontando devagar o que restava da cerimônia. Tiravam cadeiras, recolhiam taças, desfaziam pequenos arranjos e levavam embora, um por um, os sinais visíveis do casamento que eu tinha acabado de viver. O altar simples no gramado ainda estava de pé, mas por pouco tempo. Em algumas horas, talvez nem aquilo restasse. Só a lembrança. Só o papel assinado. Só o metal no meu dedo.
Baixei