POV ZOE
Acordei mais cansada do que fui dormir.
Por alguns segundos, fiquei de olhos abertos encarando o teto do quarto sem me mexer, tentando entender por que meu corpo parecia pesado daquele jeito, como se eu tivesse atravessado uma guerra em vez de um casamento. Então a memória voltou inteira, sem piedade, se sentando sobre o meu peito como uma pedra velha e familiar.
O vestido.
As flores.
O altar no jardim.
Padre Bento dizendo palavras que batiam em mim como chicotes.
A aliança no meu dedo.