A sensação de estar sendo observada não me abandonou ao longo do dia. Não era paranoia; era instinto. Algo dentro de mim — talvez o mesmo algo que eu vinha ignorando há anos — insistia em dizer que o cerco estava se fechando.
Meu marido saiu cedo naquela manhã, sem dizer para onde ia. Deixou para trás a casa em silêncio, mas não o tipo de silêncio pacífico. Era um silêncio armado, carregado de intenção. Caminhei pelos cômodos tentando manter a rotina, mas cada objeto parecia fora do lugar, como