O nome dele passou a ecoar na minha cabeça de um jeito que não fazia antes. Não como um pensamento proibido, mas como algo inevitável. Miguel. Sempre Miguel. Era curioso perceber que ele sempre esteve ali, presente em almoços de família, conversas triviais, risadas que eu nunca ouvi com a devida atenção. Só agora, quando tudo começava a desmoronar, eu enxergava.
Acordei com o corpo pesado naquela manhã. Não de cansaço comum, mas de uma inquietação que se alojava entre o peito e o estômago, como