Norabel acordou assustada.
Não foi um despertar lento, daqueles em que a criança ainda confunde sonho e realidade. Foi brusco. Os olhos se abriram de repente, o corpo tenso, o coração acelerado por uma ausência que ela ainda não sabia nomear, mas sentia.
— Mamãe? — chamou, a voz ainda grossa de sono.
A resposta foi um silêncio.
O quarto estava iluminado pela luz suave da manhã. O ursinho estava ao seu lado, como sempre, mas o cheiro da mãe não. Norabel sentou-se na cama, o lábio inferior tremen