O portão da mansão Monteiro se abriu com um rangido grave, o ferro pesado ecoando pelo jardim impecável. Alexia sentiu o peito apertar, mas manteve o olhar firme.
O corpo ainda tremia de cansaço e adrenalina, mas cada passo rumo à porta principal era um lembrete silencioso: ela não tinha mais liberdade. Vicente a acompanhava, firme, seu braço apoiando-a levemente, sem tocar de forma carinhosa, apenas controlando.
— Consegue andar? — perguntou, seco.
— Consigo — respondeu ela, mantendo a voz fi