A manhã ainda carregava um peso estranho quando o carro de Martina parou diante da mansão Monteiro. Ela desceu sem hesitar, os óculos escuros escondendo parte do rosto, mas não o suficiente para disfarçar o estrago emocional.
Os olhos estavam inchados, avermelhados, denunciando horas de choro e uma noite sem descanso.
Entrou sem ser anunciada, atravessando o hall como se estivesse sendo empurrada pela própria urgência, sem cumprimentar ninguém ou desacelerar.
— Onde está o Vicente? — perguntou