Mundo ficciónIniciar sesiónEloise Thompson, herdeira de um império, vive uma vida de luxo e poder. Após um quase sequestro, seu pai a obriga a aceitar proteção. Michael Dallas, um segurança rude e atraente, é contratado para guardá-la. À medida que eles se aproximam, Eloise descobre que Michael é mais do que apenas um segurança. Ele é o homem que pode derreter seu coração congelado, desafiando sua vida de poder . Duas combinações diferentes, mas igualmente vulneráveis. A rendição é o preço do amor. Plágio é crime! Não é permitido nenhuma cópia ou adaptação de qualquer tipo sem a minha permissão. Todos os direitos reservados. Copyright ️ 2020 Eduarda Rangel.
Leer másToronto - Canadá
----12 anos antesA vida nem sempre foi gentil comigo.Eu tinha cinco anos quando meu pai morreu. No ano seguinte começou a necessidade de morar dentro de casa. Era silencioso, mas constante.Lembro da minha mãe tentando sustentar tudo sozinha e fazendo com que não percebemos o que estávamos passando, mas era quase impossível não perceber. Eu via o quanto ela trabalhou e o quanto ficou exausta no final do dia. Via como ela se esforçava para sorrir e brincar com a gente mesmo não aguentando parar em pé. Ela sempre foi uma guerreira.Até que, um dia, ela chegou com ele.Disse que era um amigo do trabalho. No começo, foi só isso: "o amigo da mamãe". Ele aparece de vez em quando, sempre com brinquedos, roupas... coisas que a gente não podia ter.E, por um tempo, pareceu bom demais para ser verdade.Ele não demorou para ser instalado. E menos ainda pra mostrar quem ele era de verdade.A casa, que já era pequena, passou a parecer menor ainda. Tudo girava em torno dele. Faça humor dele. Da voz dele.Na maioria das noites, ele chegou bêbado. E era sempre igual. Gritos. Portas. Mãos.Eu pedi para minha mãe ir embora. Implorava. Mas ela só disse que não tinha coragem.O tempo foi passando, pesado, arrastado... até que ela grave. Eu revirava os olhos toda vez que via a barriga crescendo. Se já era difícil fugir com três filhos, com mais um parecia impossível.Mas tinha uma coisa que eu nunca disse em voz alta: eu gostava quando ela estava grávida.Porque ele passou meses sem encostava nela.— Ele chegou? — Thomas sussurrou, quase sem ar.— Acho que sim. — Fiz um gesto para que fique em silêncio. Ele poderia ouvir.A guarda-roupa era o nosso esconderijo. Pequeno, abafado... mas o único lugar onde ainda parecia seguro.— Ele deve estar batendo na mamãe. Eu não posso deixar! — Edward murmurou, meu irmão gêmeo, com a raiva escapando mesmo no silêncio.Edward nunca soube ficar quieto.— Cala a boca! — pedi, quase sem voz. — Ele vai ouvir.— Eu não ligo. — retrucou ele.— Mas eu ligo! — Thomas respondeu, tremendo ao meu lado. — Eu não quero apanhar... faça.Aquilo abre alguma coisa dentro de mim.— Ninguém vai encostar em você! — falei, puxando ele para mais perto. — Eu não vou deixar.Eu sempre disse isso.Não porque tinha certeza... mas porque alguém precisava dizer.Eu era um técnico mais velho, então senti que não deveria examiná-los.A porta do guarda-roupa foi arrancada de uma vez. O susto travou meu corpo antes mesmo de eu conseguir respirar.Ele me encontrou.— Aí você está...A mão dele veio direto no meu cabelo, puxando com força. Fui arrastado para fora antes de conseguir reagir.— Me solte! — minha voz saiu fraca, falhando.— Eu te avisei, Eloise... — disse, se aproximando devagar, como se estivesse aproveitando aquilo. — Mas você gosta de brincar comigo.— Por favor... não... — implorei, sentindo o choro subir.— Agora é a minha vez.As mãos dele foram para o meu pescoço.O ar começou a faltar.Tentei me soltar, empurrar, qualquer coisa... mas era como lutar contra uma parede.— Fica quieta — ele rosnou, perto demais. — Você precisa aprender o seu lugar.Não.Eu não queria aprender.— Solta minha irmã! — Edward avançou com tudo pra cima dele, mas Joseph foi mais rápido.Era Sempre.Joseph o arremessou com tanta força que o corpo dele bateu direto na estante. O barulho foi alto, e eu consegui ouvir o barulho daquelante de vidro se quebrar em cima dela.Meu coração parou.–Eduardo! — gritei, desesperada.Ele estava no chão.Abaixo da estante.Sem conseguir se levantar.Antes que ele me puxasse de novo, um som seco cortou o ar. Algo pesado acertou a cabeça dele.E, de repente... ele caiu.O silêncio veio estranho, quase assustador.— Mamãe... — sussurrei, o problema escapando junto com o ar que eu nem sabia que ainda prendia.Ela não respondeu. Já estava ao lado de Edward.Vi quando ela falou a estante com uma força que eu nem sabia que ela tinha. O rosto dela mudou ao ver o corte no braço dele... mas ela não desmoronou.Nunca desmoronava.— Tá tudo bem, meu amor — disse, acariciando o rosto dele, como sempre fazia. — A mamãe vai cuidar de você.Edward tremia, mas segurou a mão dela como se fosse a única coisa que ainda mantinha ele ali.— Ele morreu? — Thomas falou, saindo devagar da guarda-roupa.A voz dele me corta.Minha mãe deixou ele para perto na mesma hora, beijando a cabeça dele com cuidado.— Não, querido... eu espero que não — disse, firme, mas baixa. — Mas a gente precisa ir.Ir.Aquilo bateu diferente.—Pra onde? — Thomas perguntou.Ela hesitou.— Eu ainda não sei... — respondeu. — Só sei que a gente precisa ficar junto.Sempre juntos.— Arrumem suas coisas. Eu vou acordar os outros.Ela saiu rápido.Eu ajudei Edward a se levantar. Ele apoiou o peso em mim, ainda fraco. A gente não falou nada. Só fiz o que preciso. Quando percebi, nossas mochilas já estavam prontas.Quando descemos, encontrei minha mãe cercada pelos menores. Todos grudados nela, como se o abraço dela fosse a única coisa que ainda mantinha a gente inteira. E talvez fosse. Poucos minutos depois, já estávamos na rua.Sem rumores.Eu carreguei minha mochila nas costas e segurava firme nas mãos de Benjamin e Jade, uma de cada lado. Não podia soltar. Não queria soltar. Minha mãe levava Sophie no colo, ainda dormindo, envolvida em uma manta cor-de-rosa. Edward e Thomas vieram atrás, carregando o resto.O frio cortava.— Eu estou com frio... — Benjamin murmurou, se encolhendo.Apertei a mão dele.— Eu também — Thomas disse, a voz baixa. — Falta muito, mãe?— Não — ela respondeu, ajeitando Sophie com cuidado. — A rodovia já está perto.Quando chegamos, minha mãe colocou Sophie nos braços do Edward e foi direto para o guichê.— Pra onde a gente vai? — Benjamim perguntou.— Pra longe — Edward respondeu, enviando com cuidado.Longe.Aquilo bastava.— A gente vai dar um passeio. — eu respondi forçando um sorriso.Puxei ela e Benjamin para perto, tentando manter os dois distraídos. Lancei um olhar para Edward.Chega.Sem mais perguntas.— O papai já vai chegar? — Jade disse, uma voz final.Engoli seco.— Vai... sim.Não olhei pra ele.Olha pra minha mãe.Ela estava no guichê, entregando o dinheiro que guardava por tanto tempo. As mãos firmes... mas os olhos não. Era tudo o que a gente tinha.— vemm — ela chamou.Pegou Sophie de volta e abriu ela contra o peito, como se tivesse medo de soltar.— Minha perna tá doendo... — Jade murmurou.— Vem — Edward disse, pegando ela no colo mesmo exausto.A gente entrou no ônibus. Sentei na janela. Encostei a testa no vidro gelado, enganando o coração que não parava. Edward ajeitou Jade no colo. Ela dormiu rápido.— Você acha que ele vem atrás da gente? — ele disse, baixo.— Espero que não.Eu me sinto tão feliz e emocionada enquanto me preparo para o meu casamento. Eu me sento em frente ao espelho, olhando para a minha imagem refletida. Meu vestido de noiva é lindo, com detalhes em renda e um véu que cai suavemente sobre meus ombros. Meu cabelo está preso em um coque elegante, e meus olhos lágrimejados. Hoje era o meu dia! Minha mãe, Daphne, entra no quarto e me abraçam. — Você está linda, filha — diz ela, com lágrimas nos olhos. Eu sorrio e a abraço de volta. — Obrigada, mamãe — digo eu. — Eu estou tão feliz. — entre as lágrimas. — Espero que quando for a minha vez, eu esteja tão linda quanto você, irmã! — Daphne disse, antes de me abraçar. Me afasto para segurar seu rosto. Eu a encarei com amor. — Você será a noiva mais linda do mundo! Dou um beijo em sua testa. Meus irmãos, Edward, Thomas, Benjamin, Jade e Sophie, estão todos lá, vestidos com seus ternos e vestidos mais elegantes. Eles estão todos sorrindo e parecem tão felizes quanto eu. Era tão bom ve
Assim que entramos em casa, mamãe rapidamente foi buscar um copo de água para mim, enquanto eu me sentava no sofá, tentando me acalmar.— Eloise, beba isso — disse ela, entregando-me o copo de água. — Você precisa se acalmar.Eu peguei o copo e bebi um gole, sentindo a água fria descer pela minha garganta. Eu fechei os olhos e tentei respirar fundo, tentando me acalmar.Mamãe sentou-se ao meu lado e colocou a mão no meu ombro.— Eloise, nós vamos encontrar Gregory — disse ela. — Nós vamos fazer tudo o que for necessário para trazê-lo de volta para casa.Eu abri os olhos e olhei para ela, sentindo uma onda de gratidão por sua presença e apoio.— Obrigada, mãe — disse eu, sentindo-me um pouco mais calma. — Eu não sei o que faria sem você.Mamãe sorriu e me abraçou forte, envolvendo-me em seu calor e carinho maternal. Ela me acariciou os cabelos e me beijou a testa, como costumava fazer quando eu era criança.— Minha filha, eu estou aqui para você — disse ela, com a voz cheia de amor e c
Eu estava furiosa e desesperada, e não conseguia me controlar. A ideia de que Marina havia sequestrado meu filho era insuportável.— Eu vou matá-la! — disse eu, com lágrimas de raiva nos olhos. — Eu vou encontrá-la e eu vou...Michael me abraçou forte, tentando me acalmar.— Eloise, por favor, não fale assim. Nós vamos encontrar Gregory e trazê-lo de volta para casa. Nós vamos fazer tudo o que for necessário para garantir a segurança dele.Eu me afastei de Michael, ainda furiosa e desesperada.— Você não entende! — disse eu. — Essa mulher é perigosa! Ela é capaz de fazer qualquer coisa!Edward se aproximou de mim, com uma expressão de preocupação no rosto.— Nós vamos fazer tudo o que for necessário. Mas você precisa se manter calma e focada. Nós precisamos trabalhar juntos para encontrar ele.Eu respirei fundo, tentando me acalmar. Eu sabia que Edward estava certo. Eu precisava me manter calma e focada se queria encontrar Gregory.Meu pai, se aproximou de mim, com uma expressão de pr
1 mês depois Foi um mês de muitas mudanças e ajustes, mas finalmente nossas vidas haviam voltado ao normal. Eu havia retornado à empresa e estava mais determinada do que nunca a fazer com que ela prosperasse.E um dos principais motivos para isso era Sam. Ele havia sido fundamental na última crise que enfrentamos e sua ideia inovadora havia nos tirado de uma quase falência.Por isso, eu decidi promovê-lo como meu braço direito. Ele merecia essa promoção e eu não imaginava ninguém além dele para ocupar esse cargo.Sam estava surpreso e emocionado com a notícia e eu pude ver o orgulho em seus olhos. Ele era um profissional excepcional e eu sabia que juntos, nós poderíamos conquistar grandes coisas.Michael havia retornado ao trabalho e estava mais determinado do que nunca a proteger aqueles que precisavam de sua ajuda. E dessa vez, sua missão era proteger uma garotinha da idade da Daisy, chamada Luna.Luna era uma menina doce e inocente, com olhos grandes e curiosos. Ela havia sido ame
Último capítulo