Marcelo
O trânsito de São Paulo era aquele inferno diário, e eu segurava o volante com mais força do que precisava. Vitória, no banco do passageiro, falava sobre o risoto do Bistrô do Campo, mas minha cabeça estava na conversa pesada do almoço. “Enterrar Anita. Sair da sepultura que chamo de lar.” As palavras dela batiam forte, mas o que realmente me tirava o ar era Renata. O jeito que ela me olhou pela manhã, depois da minha negação idiota. “Não tem nada.” Como se aquele beijo no Guarujá não ti