Marcelo
Renata estava deitada ao meu lado no sofá, a cabeça apoiada no meu peito, a respiração ainda ofegante, mas começando a se acalmar. O silêncio do escritório nos envolvia, quebrado apenas pelo zumbido distante do ar-condicionado. Minha mão acariciava o cabelo dela, os fios macios deslizando entre meus dedos, e, por um momento, parecia que o mundo lá fora não existia. Só nós dois, o calor dos nossos corpos e o eco do que acabara de acontecer. Mas minha cabeça, como sempre, não me dava paz.