Marcelo
Cheguei no escritório às 7h55, como sempre. O passo firme ecoando no corredor. Mas hoje, antes de subir, parei no térreo.
A recepcionista, Duda, estava no balcão, grudada no celular, e o segurança, Carlos, folheava um jornal. Resolvi tentar algo diferente.
Depois do jantar com minha mãe, das palavras dela ainda girando na cabeça — “Você pode conhecer seus funcionários” —, eu quis mudar.
— Bom dia — disse, a voz saindo mais alta do que eu pretendia.
Duda arregalou os olhos como se eu tiv