Capítulo 114

Leornado

Cheguei em casa por volta das 23h40, o corpo exausto, a mente ainda em chamas. O elevador subiu em silêncio absoluto e, quando as portas se abriram, o apartamento me recebeu como um espaço vazio e gelado. As luzes da sala estavam acesas em intensidade baixa.

Caminhei até o quarto de Sofia. Ela dormia profundamente, o rostinho sereno, o coelhinho de pelúcia apertado contra o peito. Parei na soleira por longos minutos, observando o movimento ritmado da re
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