Renata
Era domingo à noite, e eu estava de pé na sala, arrumando as coisas pra segunda-feira como se fosse uma missão de vida ou morte. A mochila da Lara num canto, minha bolsa aberta no sofá, a marmita do almoço já separada na cozinha. Tudo pronto, mas eu não conseguia parar de mexer nas coisas, dobrando a mesma blusa da Lara pela terceira vez.
Helena estava esparramada no sofá, assistindo uma série qualquer, e me olhou por cima do copo de suco:
— Renata, pelo amor de Deus, para de mexer ness