Cap.59
Nesse momento, para ela, a fúria entre Mima e Gildete não era mais do que um ruído distante, um zumbido insignificante. Katleia estava presa em uma câmara de pânico particular, onde a única voz audível era o eco do medo.
As palavras de Gildete — “sua cobrinha mal-amada” — e o sorriso vitorioso de Mima haviam se dissolvido.
O que restava era a imagem do print enviado por seu editor, uma avaliação disfarçada de ódio:
“Nós vamos te ensinar a escrever com sangue, o seu próprio.”
Ela fechou