Naquele momento, entre nós dois, já não havia mais nada a esconder, e tudo ocorria com plena consciência.
Minha cabeça repousava sobre um dos braços dele, enquanto o outro braço ainda estava em volta da minha cintura, e meu corpo inteiro permanecia tenso, sem que eu me atrevesse a mover um único músculo.
Ele me olhou com os olhos semicerrados e disse, com a voz rouca e preguiçosa:
— O que foi?
Eu estava completamente aninhada em seus braços, sem saber onde colocar as mãos, e com um pequeno movimento meus dedos encostaram em seu peito escaldante.
Gaguejei um pouco:
— O alarme tocou, são sete horas. Preciso levantar para ir trabalhar.
O toque alegre do despertador ainda ecoava no ambiente.
George franziu levemente a testa e, em seguida, esticou o braço por cima de mim para pegar meu celular e desligar o alarme.
Ele continuou me abraçando e disse, com preguiça:
— Dorme mais um pouco.
Sacudi a cabeça e insisti:
— Não quero, tenho que ir trabalhar.
— Trabalhar? Aquela empresa é toda minha.