A água fria do chuveiro ajudou Patrick a dissipar os últimos vestígios da bebedeira e do torpor do sono. Saiu do banheiro com uma toalha na cintura, o corpo ainda sentindo o eco da noite. Mas o alívio deu lugar a uma nova onda de pensamentos inquietantes.
Agora, sozinho no amplo apartamento, Patrick tentava processar tudo o que sabia – ou achava que sabia – sobre Isabel. Ela fazia oficinas de pintura, Amélia, a amiga dela, a ajudava com isso. Mas como ela se mantinha? A pergunta o corroía. El