O cinza pálido da madrugada esgueirava-se pelas frestas das cortinas pesadas, pintando o quarto de Lívia com uma luz fria e melancólica. Ivan acabara de sair, deixando para trás o rastro de seu perfume e o silêncio pesado de uma possessão que a sufocava. Lívia jazia na cama, o corpo pesado, Ivan estava implacável, foram muitas rodadas, levando Lívia ao limite, a cada dia estava mais difícil de esconder a sua fúria e asco contra ele, sua mente estava em um turbilhão. A raiva era uma brasa ardent