Flávia
No dia seguinte acordei com o peso dos braços de Ricardo envolvendo meu corpo. Por um instante fiquei imóvel, apenas sentindo aquele abraço quente. Me mexi devagar, e logo senti as mãos dele me apertando ainda mais contra si, possessivas, mas de um jeito doce.
— Bom dia, linda — disse ele, a voz rouca e ainda embargada de sono.
— Bom dia, amor — respondi, sorrindo sem abrir totalmente os olhos.
Ele encostou o rosto no meu pescoço e suspirou.
— Está cedo ainda.
— Que bom… assim posso dorm