Capítulo 177 - Borrão

“Há limites que não se negociam depois que alguém os atravessa.”

Santiago chegou ao banheiro cambaleante, a cabeça girando como se o chão estivesse se movendo sob seus pés. A lucidez escorria por entre os dedos. Puxou o celular do bolso com a intenção de pedir ajuda, mas a visão turva fazia os caracteres se embaralharem na tela, linhas sem sentido. Guardou o aparelho com dificuldade e precisou apoiar ambas as mãos na grande bancada de mármore para não cair.

Tateou até encontrar o registro. Abriu a torneira, juntou as mãos em concha e levou a água fria ao rosto — uma, duas vezes. Não adiantou. O calor continuava a subir, denso, opressivo, como se o ar tivesse ficado pesado demais para respirar. O corpo reagia de forma estranha, descompassada, e um ímpeto confuso despertava junto com a náusea.

Então sentiu uma mão deslizar por suas costas.

— Helena? — murmurou, a voz falhando.

— Shiu… — veio a resposta, suave demais. — Vem, eu vou te ajudar.

O toque se firmou sob seu braço, oferecendo a
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