“Quem deseja demais acaba perdendo a si mesmo.” Nietzsche
Um gemido doloroso escapou de Cássio antes mesmo de abrir os olhos. As têmporas latejavam com insistência, e o gosto amargo na boca parecia impossível de ignorar. Permaneceu alguns segundos imóvel, tentando reunir forças suficientes apenas para respirar sem que a cabeça parecesse prestes a se partir.
Por fim, ergueu o corpo apoiando-se nos cotovelos e forçou as pálpebras a se abrirem. A visão ainda estava turva, as formas do cômodo surgi