“A cura não significa esquecer o que nos machucou, e sim não permitir que isso continue controlando a nossa vida.”
Silvia voltou para a própria sala. A mente em ebulição alternava entre a curiosidade incômoda sobre o que teria acontecido na feira e a perspectiva do jantar.
Sentou-se, cruzou as pernas e começou a tamborilar os dedos sobre a mesa, pensativa. Os responsáveis pela montagem do estande eram de uma empresa terceirizada. Não havia funcionários diretos a quem pudesse sondar, nenhum ouvido fácil para colher informações.
Aquilo a irritava. Foi nesse estado que o celular vibrou sobre a mesa.
Cássio.
— Amor? — atendeu, imediatamente suave.
— Pode confirmar — ele disse, direto. — Vamos ao jantar amanhã.
O sorriso dela veio antes mesmo da resposta.
— Que bom. — Fez uma breve pausa calculada. — Ah, Cássio… recebemos três convites. Estava pensando em levar sua irmã. Depois que você diminuiu a mesada dela, ela quase não tem saído. Acho que seria bom para animá-la.
Do outro lado da linh