“Seguir não é o mesmo que chegar.”
A confraternização na fazenda se estendeu até o fim da tarde, quando o sol já começava a descer e, aos poucos, as pessoas passaram a se despedir.
Helena envolveu Olivia num abraço apertado.
— Obrigada por tudo, dona Olivia.
— Me chame de vovó agora, minha filha — corrigiu ela, com um sorriso cheio de ternura.
— Está certo… obrigada, vovó.
Enquanto Olivia abria os braços para receber o neto, Helena se despedia dos sogros, que permaneceriam na fazenda. Havia carinho nos gestos, promessas silenciosas de novos encontros.
Antes de descer o alpendre, Santiago levou os dedos à boca e soltou um assovio agudo. Em poucos segundos, Mabe surgiu correndo do meio do verde, o pelo claro contrastando com o fim de tarde.
— Vamos embora, garota — disse ele, afagando a cabeça da pastora.
Abriu a porta para Helena se acomodar no banco do passageiro e, em seguida, para Mabe subir animada no banco de trás.
Santiago acenou para a família ao contornar o carro e assumir o vo