“Quando o amor é casa, o mundo desacelera.”
Helena despertou lentamente, com a luz da manhã filtrando-se pela vidraça e pousando sobre sua pele com um toque morno. Do lado de fora, o canto dos pássaros se entrelaçava ao silêncio do chalé, criando uma melodia preguiçosa. Ao abrir os olhos, percebeu-se sozinha na cama baixa do mezanino, envolta por uma calma rara.
O banho de banheira que Santiago insistira em preparar na noite anterior — e tudo o que haviam compartilhado dentro dele — permanecia em seu corpo como um eco tranquilo.
Ela se ergueu devagar e deixou o olhar repousar sobre a banheira ainda cheia, posicionada próxima à vidraça. O ar ainda carregava consigo o aroma delicado dos sais de banho.
Vestiu uma camiseta de Santiago e desceu os degraus estreitos de madeira quase sem fazer ruído, guiada pelos sons suaves vindos da cozinha logo abaixo. Ao encontrá-lo, apenas de bermuda de frente para a bancada, aproximou-se em silêncio e o envolveu por trás.
— Te achei — murmurou, num so